
A época do grupo de Montemor é sinónimo de corrida de toiros em São Cristovão.
Mais um ano, mais uma presença do nosso grupo numa corrida que é tão nossa e à qual damos tanta importância. Uma corrida de oportunidades, que cada vez são mais importantes, devido à redução das mesmas.
Para esta noite tínhamos pela frente um curro de toiros Eng. Jorge Carvalho.
Para o primeiro touro da noite o nosso cabo escolheu o 𝗕𝗲𝗿𝗻𝗮𝗿𝗱𝗼 𝗕𝗮𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮 para abrir praça.
O nosso Náná, como lhe chamamos, brindou ao público e começou a citar conforme os pergaminhos do grupo de Montemor. Colocou o barrete no nosso sítio, andando com calma e classe.
O toiro arrancou-se solto e o Bernardo soube lidar com isso, manteve os pés juntos, aguentou, recuou quando tinha de recuar e, apesar de um pequeno salto no momento da reunião, conseguiu reunir bem, para não mais sair.
Foi muito bem ajudado por todo o grupo, liderado pelo Zé Pedro Pessanha, forcado que tem vindo a aproveitar as oportunidades que lhe têm sido dadas.
Rematou a sorte o Joel Santos, que acabaria por rabejar os 3 toiros desta noite.
Para o segundo toiro, o mais pequeno do nosso lote, mas sem destoar dos restantes irmãos de camada, foi escolhido o 𝗔𝗻𝘁𝗼́𝗻𝗶𝗼 𝗥𝗮𝗶𝗺𝘂𝗻𝗱𝗼. Forcado jovem, que apenas tinha pegado um novilho anteriormente a esta oportunidade.
O “Tó Rá” citou calmo e sem falar muito, porque via que o toiro se arrancaria assim que o visse. Na primeira tentativa, acabou por não se conseguir sentar no momento da reunião, o que era muito importante porque o toiro vinha com pata e a humilhar bastante.
Na segunda tentativa, voltou a repetir o mesmo erro devido à inexperiência normal para o número de toiros pegados. Infelizmente, nesta tentativa acabou por fraturar a perna, forçando-o a ter de ser dobrado.
Foi dobrado pelo já mais experiente 𝗝𝗼𝘀𝗲́ 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮 𝗠𝗮𝗿𝗾𝘂𝗲𝘀, que fez o que lhe era pedido numa 3ª tentativa e especialmente numa dobra. Andou para o toiro já sem o brilho característico devido a envolvência, recuou e, apesar da reunião não ter sido perfeita, foi melhor que as anteriores. Conseguiu fechar-se na cara do toiro e consumou a pega com o grupo de ajudas a ser liderado pelo João Camelo.
Desde já, envio as melhoras ao nosso Tó Rá. Dizer que não vai passar de um obstáculo nesta vida de forcado e que ainda tem muito para dar ao grupo de Montemor, agora é pensar na recuperação e voltar em força.
Para fechar a nossa atuação, o cabo António escolheu o forcado 𝗠𝗮𝗻𝘂𝗲𝗹 𝗖𝗮𝗿𝗼𝗹𝗶𝗻𝗼. Forcado já experiente como ajuda, mas que este ano tem começado a pegar de caras.
O Manuel, brindou ao nosso João José Comenda, dos antigos elementos que mais nos acompanham e acima disso um rabejador de alto nível que sempre honrou o grupo enquanto atual e continua a honrar sempre que se farda na corrida de setembro.
Colocou o barrete no nosso sítio e começou a citar com muita calma e classe.
O toiro era diferente dos outros dois, deixou-se citar, onde foram bastante visíveis as vantagens que o nosso grupo dá.
Carregou e recuou bastante bem, não se notando que era um dos seus primeiros toiros. Teve uma viagem longa, mas sem grandes complicações, onde foi superiormente ajudado pelo João Camelo que mais uma vez liderava o grupo de ajudas esta noite. Forcado que tem também aproveitado muito bem todas as oportunidades desde que se começou a fardar.
Depois da corrida seguiu-se o tradicional “poeirento” de São Cristóvão. Jantar muito animado, como habitual, onde vivemos mais uma vez a outra parte de ser forcado, a amizade à mesa contando com diferentes gerações de antigos, atuais e futuros forcados do Grupo de Montemor.
Pelo grupo de Montemor,
Venha Vinho!
Venha!
📝 𝙀𝙨𝙘𝙧𝙞𝙩𝙤 𝙥𝙤𝙧 Vasco Ponce
𝘍𝘰𝘳𝘤𝘢𝘥𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘥𝘦 2016













