
Para pegar o primeiro toiro, um Monte Cadema com 500kg, o nosso cabo escolheu o forcado da terra 𝗟𝘂𝗶𝘀 𝗩𝗮𝗰𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝗺𝗲𝗶𝗱𝗮. Brindou ao céu, à memória do nosso amigo “Cassiano” e colocou o barrete.
O Luis começou cá detrás, citou com a sua calma natural e carregou o toiro na altura certa, provocando a investida do toiro de forma imediata e pronta. A reunião não foi eficaz, pois o forcado pouco ou nada recuou e o toiro marcou-lhe a pancada. Sem nunca se ter conseguido fechar, o Luís acabou por cair de cabeça no chão provocando a sua perda de sentidos.
Após algum aparato e já com José Maria Pena Monteiro perfilado para o dobrar, o Luís mostrou a fibra de que é feito! Voltou à praça determinado a acabar a tarefa que o cabo lhe tinha dado.
Na segunda tentativa, o Luís voltou a citar com calma, apesar do sucedido na primeira tentativa, o que revela o sangue frio deste forcado. Apesar de ter recuado pouco, ainda assim recuou o necessário para reunir com o toiro e consumar a pega ao segundo intento.
Como segundo toiro da nossa ordem, tínhamos pela frente um toiro de Jorge Mendes com 470kg, toiro alto e que durante a lide mostrou que podia humilhar pouco na pega.
O cabo, com base nas características do toiro, aliadas à vontade de querer voltar a pegar de caras, em ano de despedida, escolheu o forcado 𝗗𝗶𝗲𝗴𝗼 𝗖𝗮𝗲𝗶𝗿𝗼.
O Diego quando começou a ser forcado iniciou-se como forcado da cara, mas como ser forcado é ser útil ao grupo, rapidamente passou para a função de ajuda, devido às suas características físicas e às necessidades do grupo.
Brindou aos pais do Luís Vacas de Almeida, que tão bem nos receberam em sua casa, desde cedo nesse dia, para um dia de grupo de Montemor.
O Diego esteve muito bem em frente ao toiro, citou calmo e sereno, já nos médios o toiro deu sinais de que queria arrancar, o Diego manteve a calma, deu-lhe mais um passo e provocou a investida, depois juntou os pés, aguentou, recuou e reuniu em muito boa nota.
O toiro acabou por fugir ligeiramente ao grupo o que tornou a pega mais emocionante.
O nosso último toiro, Jorge Mendes de 470kg, estava guardado para o 𝗔𝗳𝗼𝗻𝘀𝗼 𝗟𝗼𝗶𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗩𝗮𝘀𝗰𝗼𝗻𝗰𝗲𝗹𝗼𝘀. Um forcado que está a iniciar a sua carreira e a surpreender bastante pela positiva.
O “Fon” como é carinhosamente tratado por nós no grupo, surpreendeu-me porque nem nos treinos o vi tão calmo e bonito. Pôs o barrete cá atrás, citou como um artista, com calma, classe e elegância, tentando sempre ter o toiro com ele quando este se distraía, mostrando muita maturidade para a quantidade de toiros que tem pegado, que estava pronto para arrancar, carregou duas vezes, recuou e reuniu bastante bem, tendo depois sofrido uma viagem por baixo, que se torna sempre mais difícil de ajudar, o que não impediu o Fon de consumar a pega ao primeiro intento.
O grupo de ajudas foi liderado pelo também jovem Manuel Carolino, que está num grande momento de forma.
📝𝙀𝙨𝙘𝙧𝙞𝙩𝙤 𝙥𝙤𝙧 Vasco Ponce
𝘍𝘰𝘳𝘤𝘢𝘥𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘥𝘦 2016













