Corrida de Toiros em Montemor | 3 de Setembro de 2023

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Corrida de Toiros em Montemor | 3 de Setembro de 2023

Setembro 3, 2023

Pegar em Montemor é sempre especial, ainda para mais na Feira da Luz, a nossa data, a nossa praça, a nossa corrida!

Chegado à fardação sentimos a diferença desta corrida por haver caras “novas” a fardar (Antigos elementos), foi com eles que aprendemos e por eles que pegamos sempre que vestimos está jaqueta.

Na chegada à praça, uma recepção calorosa onde entre tantas caras conhecidas procuramos as famílias, os amigos e namoradas.

Ao começar a corrida tentamos abstrair-nos de toda singularidade desta corrida.

Neste dia tive a sorte de cumprir um sonho, que foi receber uma primeira ajuda do João Pedro Pereira, que há muito me tinha prometido. Não foi da forma esperada, pois tinha imaginado uma grande pega com o JP a ser chamado à praça.

A pega não foi a esperada, como acima referi, por ter sido à terceira. Aprendemos a querer atingir a excelência inalcançável e estive longe disso.

A 1.ª tentativa é uma tentativa de que muito me orgulho, não por ser eu o forcado da cara, mas sim como elemento do grupo. Senti-me a lutar com todas as forças para lá ficar, tal como os outros 7 que saltaram a trincheira comigo.

Na 2.ª tentativa acabei por não aguentar os derrotes até à entrada do grupo, mas à 3.ª fecham-se os toiros e fechámos a pega como um grupo.

Certamente que as pegas que mais ficam na nossa memória e do público são as grandes pegas vistosas e à primeira, mas esta garanto que me vou lembrar para sempre, por todo o simbolismo que teve e pela superação de um grande desafio.

As críticas à minha pega deixo para terceiros, mas senti-me forcado, senti-me útil e senti-me parte da história do grupo de Montemor, em pegar uma vez mais naquela que é a corrida onde os 403 elementos que o grupo já teve mais ambicionaram pegar.

Queria acabar esta “crónica” com o que não me canso de fazer, agradecer ao grupo de Montemor os amigos que me deu, dá e certamente vai continuar a dar, mas especialmente os momentos e as emoções que me faz passar.

Obrigado GFAM!

📝𝙀𝙨𝙘𝙧𝙞𝙩𝙤 𝙥𝙤𝙧 Vasco Ponce

𝘍𝘰𝘳𝘤𝘢𝘥𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘥𝘦 2016

 

“Mais uma” Feira de Setembro, com o mesmo sentimento da primeira.

Cada dia que visto a nossa jaqueta, agradeço o privilégio que tenho em fazê-lo. É das coisas que mais me orgulho na minha vida e, certamente, que mais me orgulharei até ao fim.

Na nossa Feira, os sentimentos são os mesmos, mas a intensidade é diferente. A cor, a luz, o ambiente, a proximidade das pessoas, as pessoas em questão, a banda, o som… tudo! O primeiro domingo de setembro é, desde os meus 5 anos, o dia que mais anseio todo o ano.

Este ano, comecei a corrida a ver o meu afilhado pegar um Toiro sério (o que viria a ser o mais sério dos 6) e a fazê-lo superiormente. Depois da melhor tentativa da tarde, fez uma pega à 3ª, sem o brilho desejado e, acima de tudo, merecido.

Depois disto, era importante fazer uma pega à 1ª tentativa e coube-me a mim a responsabilidade de o tentar. Fi-lo com 7 predestinados atrás e, felizmente, conseguimos aquilo a que nos propusemos.

Tecnicamente, não vou falar sobre a minha pega, mas posso garantir duas coisas:

  1. Tentei fazer o melhor que sei;
  2. Desfrutei muito a fazê-lo.

No final, quando me preparava para regressar à trincheira, um “ser” inigualável obrigou-me a fazê-lo de costas. Só desta forma conseguia ver todos os detalhes de uma arte e sensibilidade que lhe parece ser infinita. Quando terminou, aplaudi-o ainda dentro de praça, emocionado por tudo o que nos faz reviver. Esse “ser” chama-se João José Comenda.

Foi assim a minha pega, em “mais uma” Feira de Setembro, que nunca será apenas mais uma!

📝𝙀𝙨𝙘𝙧𝙞𝙩𝙤 𝙥𝙤𝙧 Francisco Borges

𝘍𝘰𝘳𝘤𝘢𝘥𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘥𝘦 2007

 

Primeiro Domingo de setembro é sempre um dia que a família do Grupo de Montemor anseia que chegue. A nós juntam-se centenas de aficionados e amigos para ver e sentir as emoções que só a “nossa” pequena praça consegue dar.

É um dia em que acordo em sobressalto e a primeira coisa que quero fazer é juntar-me aos meus amigos, ouvir os seus conselhos para juntos mitigarmos aquele frio que nos invade.

Quando nos juntamos de manhã na Nº. Srª. Da Visitação, para agradecer a Graça da vida e do grupo, sentimos que já estamos a ir para a corrida. Entre nós e com os antigos conseguimos sempre largar umas boas gargalhadas e uns fortes abraços, sem que se tenha de dizer muito, sinto-me em comunhão com todos.

Qualquer forcado do GFAM sonha com este dia, em fardar-se, ajudar, rabejar ou pegar.

Pegar no domingo de feira com os meus amigos, foi um sonho concretizado. Ouvir o silêncio e sentir o calor da “nossa” pequena praça é viciante e indescritível.

Para mim foi um dia muito especial. Virei uma página da minha vida, que seria impossível tê-la escrita sem os mesmos que a viveram comigo, não só os 7 que saltaram para pegar aquele toiro, mas todos aqueles que tive sorte de me fardar e de conviver ao longo destes últimos anos.

O desafio de escrever sobre a minha pega, é mais difícil do que o da própria pega. Na pega conseguimos através dos gestos exprimir o que sentimos e nesta crónica é impossível de escrever o que vivemos.

Agradeço ao Grupo, ao Zé Maria e à sua geração por me terem ensinado tanto e acolhido no grupo como em casa, ao António por ter acreditado em mim e ao Tó Pena por me ter aguentado. Estes são 3 grandes homens e foram 3 grandes pilares desta minha tarde. Agradecer a Grupo todo não basta, um obrigado nunca será suficiente. Por ele tudo faz sentido, tudo vale a pena.

E foi assim, que vivi esta pega, com um sentido de responsabilidade e gratidão que dificilmente serei capaz de exprimir.

📝𝙀𝙨𝙘𝙧𝙞𝙩𝙤 𝙥𝙤𝙧 Francisco Barreto

𝘍𝘰𝘳𝘤𝘢𝘥𝘰 𝘥𝘦 2010 𝘢 2023

 

No passado domingo, 3 de setembro de 2023, esperava-se um dia de emoções e de responsabilidade. É o dia em que nós, elementos do Grupo, mais ansiamos ao longo da época. É a nossa corrida, na nossa praça, com as nossas famílias e antigos elementos nas bancadas.

A corrida estava muito bem montada, com as máximas figuras a cavalo e um exigente e bonito curro da Ganadaria Veiga Teixeira. Parabéns à empresa Montemor é Praça Cheia, liderada pelo Tio Paulo Vacas de Carvalho, que mais uma vez apresentou, em Montemor, um cartel e uma corrida a recordar por todos nós.

Para o quarto toiro da tarde, o toiro que o António me mandou para a cara, um toiro colorao bonito, baixo, com todo o tipo de investir e após uma excelente lide do Maestro António Telles, saltei à praça com o sentimento de responsabilidade e de agradecimento a todo o grupo.

A pega não foi tecnicamente perfeita, pelo momento da reunião, onde o toiro ao mostrar a qualidade que se esperava humilhou e eu não o recebi da forma correta que se exigia. Este momento foi compensado pela exemplar ajuda do Grupo, que como tem sido hábito, é imagem de marca do Nosso Grupo.

Queria deixar uma palavra a um Grande amigo, do nosso Grupo, exemplo dentro e fora de praça, que pegou de forma exemplar e emotiva o toiro anterior ao meu, também, no dia da sua despedida. Parabéns, Francisco.

Obrigado, Grupo de Montemor por estes 9 anos de vivências, valores, partilha e amizade!

📝𝙀𝙨𝙘𝙧𝙞𝙩𝙤 𝙥𝙤𝙧 Bernardo Dentinho

𝘍𝘰𝘳𝘤𝘢𝘥𝘰 𝘥𝘦 2015 𝘢 2023

 

A nossa corrida estava a correr de feição, com quatro boas pegas efetuadas por quatro forcados de topo, duas despedidas de dois elementos que marcaram e muito a história do nosso grupo. A responsabilidade para pegar este quinto touro da corrida era por isso acrescida.

Pegar em setembro na feira da Luz é para um forcado de Montemor o momento mais importante do ano. É aquele dia em que todos querem pegar, todos querem atuar e dar o seu contributo a este grupo que tanto nos dá ao longo, não só da nossa vida como forcado, mas também ao longo da vida no geral.

O António confiou-me a sorte de pegar este quinto Veiga Teixeira. Brindámos à banda Montemorense que todos os anos abrilhanta tão bem a nossa festa e perfilámo-nos para a pega.

Quanto à pega em si senti que correu bem, embora o momento da reunião não tenha sido tecnicamente perfeito. O grupo de ajudas liderado por Manuel Campilho esteve perfeito e fechou a pega de maneira muito coesa, que valeu a volta ao Manuel e ao Diego (que também se despedia nesta tarde).

Na volta foi um misto de emoções, por um lado, uma felicidade e um orgulho enorme por ter escrito o nome em mais uma bonita página do nosso grupo, por outro, foi triste, pois vi despedir-se o primeiro elemento da nossa geração e percebi que este momento tão bom das nossas vidas, que é ser forcado do Grupo de Montemor, passa num ápice e um dia será o nosso dia de pendurar a jaqueta.

Nesse dia teremos de sentir que a missão foi cumprida e que demos sempre tudo o que tínhamos, e por vezes o que não tínhamos, por este bem maior, que para mim, é o melhor grupo do mundo.

Obrigado, António, pela oportunidade, obrigado GFAM por tudo aquilo que me dás.

Será sempre um prazer!

📝𝙀𝙨𝙘𝙧𝙞𝙩𝙤 𝙥𝙤𝙧 Vasco Carolino

𝘍𝘰𝘳𝘤𝘢𝘥𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘥𝘦 2014

 

Quando chega o primeiro domingo de setembro, a farda prepara-se para mais um dia de estar com a família que é o grupo de Montemor!

É sempre um dia de boas emoções, mas este ano ainda teve mais que boas emoções, teve um misto de emoções com recordações, com saudade e, acima de tudo, quando o cabo António me disse “vamos os dois pegar o touro de cernelha”, aí veio uma alegria imensa e, não querendo exagerar, mas a concretização de um sonho, que era rabejar um touro com o cernelheiro Antonio Pena Monteiro.

Fui buscar o barrete, que pousei em cima da trincheira e, aguardando pelos cabrestos e pelo toque para saltarmos lá para dentro, não cabiam em mim tantas emoções juntas.

Já sabia que à primeira oportunidade lá estaríamos para entrar ao touro e assim foi. Depois de um ligeiro percalço, em que o touro se virou para trás e me apanhou no chão, onde penso que com uma cornada me fraturou uma costela.

Logo quando tudo se recompôs, aí sim, à primeira oportunidade entrámos ao touro praticamente ao mesmo tempo. Depois de alguma luta, enrolando-se connosco no sítio, parou e o António saiu airosamente a recuar-lhe na cara. Estava a pega concretizada!

Ainda não sei muito bem o que senti, mas acima de tudo, ter cumprido com tudo o que aprendi ao longo dos anos e uma alegria imensa de ter pegado um touro com o melhor cernelheiro do momento. Qualquer rabejador gostaria de estar também ali.

Mais importante, foi o grupo que saiu por cima, como deve de ser. O meu Obrigado por esta oportunidade!

📝𝙀𝙨𝙘𝙧𝙞𝙩𝙤 𝙥𝙤𝙧 João José Comenda

𝘍𝘰𝘳𝘤𝘢𝘥𝘰 𝘥𝘦 1989 𝘢 2007

Vasco Ponce | 3ª Tentativa 

Francisco Borges | 1ª Tentativa 

Francisco Barreto | 1ª Tentativa

Bernardo Dentinho | 1ª Tentativa

Vasco Carolino | 1ª Tentativa 

António Cortes e João José Comenda –cernelha | 1ª Tentativa 

 

Detalhes

  • Data: Setembro 3, 2023